ISSN: 2038-0925

Número 9 | Emvio de contribução

CFP_9_2012PT | FR | ES | EN | IT

QUANDO AINDA A CLASSE OPERARIA IA AO PARAISO.
As esquerdas europeias na “idade de oro” do capitalismo

Morta ou em crise irreversível, conforme ao que uns dizem, por outros já perdida, despejada de suas fronteiras e referencias culturais, a esquerda europeia vai ser a matéria tratada pela revista Diacronie no numero de Janeiro de 2012. O ciclo cronológico a ser examinado compreende três décadas, de 1945 até 1973, partindo do segundo pós-guerra até os vestígios das grandes crises econômica de setenta. Essa época foi designada pela historiografia francesa come les trenter glorieuses, uma fase da história europeia em que as politicas de redistribuição das riquezas se acompanharam a uma longa fase de dinamização econômica. Nessa época a esquerda, aludida no seu conjunto, expressando o termo uma complexa e múltipla condição indenitária, teve que se enfrentar com dos diferentes acontecimentos: por um lado a expansão do capitalismo conseguinte a à reconstrução pós-bélica, por outro as mudanças sociais e culturais devidas a fenômenos geralmente relacionados com o surgimento da sociedade de massa. A integração europeia e o conflito entre os blocos, as politicas de welfare, a nacionalização de segmentos-chave da produção, a programação econômica, assim como a memoria do antifascismo e a releitura da história recente, proporcionaram diferentes oportunidades de confronto, e de colisão, dentro de uma esquerda compósita e multidentidaria. O termo “esquerda”, diga-se de passagem, refere-se aqui não apenas ao seu significado partidário mas também ao seu significado mais profundo, isto é ao encontro entre culturas politicas, posturas ideológicas e visões do mundo amiúde bem distintas entre elas. Socialdemocratas, laboristas e socialistas, comunistas ortodoxos e dissidentes, anarquistas e trotskistas: por dentro desses grupos houve frequentes contaminações e processos osmóticos, muitos mas do que costuma-se pensar. Contudo a distinção clássica entre “reformistas” e “revolucionários” nós pode enganar, enquanto os parâmetros diferenciais mudam conforme aos países e ao momento histórico. Diacronie intenta incentivar a reflexão sobre esses temas, fornecendo deste modo novos impulso à analise da condição atual das esquerdas europeias.

Imagem: “Keep Left” by Jim Moran, on Flickr (by-nc-nd)

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